UM DIÁLOGO ANGELICAL

ANJINHOS

AMIGOS NO CÉU

Dois anjinhos encantados e duas parecidas histórias para contarem…

– Oi! Meu nome é Lucas, seja bem vindo de volta à Morada Celestial. Eu estava a sua espera. Acompanhei a sua viagem à Terra, a sua saga e a sua missão a cumprir. Parecida com a minha. Foram só cem dias de puro amor. Meus pais terrenos. Meu irmão. Meus avós, tios, amigos… Eles me amaram igualzinho aos seus… Então, o Pai de todos os pais, me chamou de volta para a Casa, para onde voltam todos os anjos do Senhor… Até que eu gostava dos carinhos que recebi enquanto estive lá.

– Oi! Meu nome é Arthur. A sua história é bastante parecida com a minha. Uma curta viagem para marcar de amores a minha vida e a deles… Meu pai, minha mãe, minhas avós e uma porção de amigos à distância na mesma emoção de amar. Eles não sabiam da transitoriedade da minha visita nem a minha missão a cumprir… Se dependesse deles, eu estaria lá até hoje, tanto era o amor e os pedidos ao Pai para que ajudasse eles a cuidarem de mim…

E assim os dois anjinhos ficaram a conversar nas imensidões dos céus e do tempo nas paragens celestiais…

À distância, outros anjos que os precederam na Linha do Tempo, tudo ouviam e sabedores das dos sentimentos dos seres terrenos, combinavam como amenizar as dores da saudade que aqueles dois pequenos anjinhos deixaram no átimo de tempo que viveram num Planeta chamado Terra, tão carente do conhecimento dos desígnios do Pai…

   Antonio de Jesus

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POESIA

SAUDADE

TUGUIO

 

POESIA:

SAUDADE DE TUGUIO

Conheci Tuguio, a silenciosa senhora
Que nas visitas à família baixava o olhar
Com o respeito das antigas senhoras
Que moravam aqui, mas tinham um quê
De que nunca tinham partido de lá…

Nos seus olhos dava para ver e sentir
As paisagens em seus tons orientais
Pequenos jardins, floridas cerejeiras
E ao longe montes e extintos vulcões
E neve nas bordas escuras das chaminés

Por destino ou acaso me fizeram amigo
Satoro, Marisa e quase invisível, Tuguio
Amizade paciente, muito bem cultivada
Longa, antiga, como bem cuidado bonsai
Tuguio, olhares furtivos de quase devoção

Da cidade distante, pesarosa a saudade
O fado nos reuniu por artimanhas da dor
Na visita à amiga que a distância afastou
Abatida, sofrida, no leito de um hospital
Olhos nos olhos, a Flor do Oriente chorou

Um pedido, de pronto atendido, aceitei
Voluntária e por dever do bem querer
Ser os olhos da família distante, cuidador
Visitar, relatar, anjo consolador da amiga
Foram dias de diálogo sutil, sem palavras…

Mãos nas mãos, olhos nos olhos, silêncio
Um sorriso discreto, uma lágrima rolou

– Tuguio fechou os olhos, adormeceu…
… um pequeno jardim, cerejeiras em flor
os vales e os distantes montes nevados…

Antonio de Jesus/Anjes
Imagem: a.d. google. arquivo.

Palavras chaves: amizade. amor. lembrança.
saudade da velha senhora

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CRÔNICA ILUSTRADA

UM BOM EXEMPLO DE UMA ADMINISTRAÇÃO CIDADÃ:

00 01CULTURA TOLEDO

A passada administração da cidade de Toledo, PR., foi marcante em todos os sentidos, com especial destaque para tudo que pudesse fazer daquela comunidade um lugar prazeroso onde morar e também, no sentido de carrear bem estar qualidade de vida para a população como um todo e especialmente aos mais necessitados. 

TOLEDO/PR:
SALUTAR INVEJA DE UMA ADMINISTRAÇÃO CIDADÃ

A pior desgraça de um povo, está na sua incapacidade de vivenciar a sua cidadania com sabedoria na sua plenitude. Segunda pior desgraça, é o analfabetismo político nas suas várias manifestações e diversidade de analfabetos: a) políticos; b) eleitores.

DOS POLÍTICOS ANALFABETOS
E OS ANALFABETOS POLÍTICOS

Há políticos analfabetos no sentido literal e estrito da palavra e no outro, no que tange a capacidade de entender da sua própria incapacidade para o exercício das funções públicas para as quais teimam em se candidatar.

Via de regra, a classe política, contrariando o espírito conceitual da significação de política como a arte de governar, gerir, administrar a coisa pública, é composta por uma fauna estranha à cidadania – substantivo feminino; 1 qualidade ou condição de cidadão; 1.1 condição ou dignidade de quem recebe o título honorífico de cidadão; 2 Rubrica: termo jurídico, condição de pessoa que, como membro de um Estado, se acha no gozo de direitos que lhe permitem participar da vida política.

Por qualidade ou condição, entenda-se o direito de ser,( político) roborado pela condição (capacidade e dignidade) exigíveis para a função pleiteada e, por conseguinte, a noção exata do munus a ser exercido. A permissão democrática, não exige do mandatário político  para gerir uma cidade, a capacitação que se exige para o exercício da menor das funções do serviço público: a capacidade comprovada de saber fazer o que pede a função.

A TEORIA E A REALIDADE

Teoricamente, todos os candidatos justificam a disposição de concorrer aos cargos públicos (do executivo e do legislativo) pelo desejo de servir a comunidade, de criar leis, projetos, obras e serviços de governo tendo em vista o desenvolvimento humano e o bem estar material da comunidade.

Na prática, a regra tem sido a realização de projetos pessoais, satisfação do desejo de poder e enriquecimento através dos salários percebidos e dos outros recursos financeiros – geralmente ilícitos – de tal sorte que quase sempre ao final dos mandatos os detentores de cargos eletivos acabam construindo fortunas incompatíveis com os valores legalmente recebidos dos cofres públicos.

Políticos analfabetos políticos e/ou analfabetos políticos e eleitores iguais nesses dois mesmos sentidos, acabam gerando uma falsa democracia, onde agentes públicos fingem legislar e/ou governar e a população finge não saber que foi enganada, porque na maioria das vezes, participaram da má fé dos candidatos, vendendo (barato) os seus votos em troca de pequenas propinas antes e promessa de outras vantagens pessoas depois. O voto, ferramenta de escolha do melhor, acaba transformando-se em meio de escolha do que paga mais antes (propinas, presentes) e/ou promete mais no depois (cargos, empregos e vantagens pessoais).

A insensatez de ambas as partes se revela em verdadeiras tragédias administrativas e festivais de corrupção com desvios de recursos do Erário Público para o bolso dos políticos e seu parceiros, apaniguados e corruptores representados por empresas de todos os naipes que transacionam com a Administração Pública, via improbidade administrativa.

A REGRA E AS RARAS EXCEÇÕES

A regra na Administração Pública, em todos os níveis, tem sido todos os vícios por demais conhecidos, pelos desvios diuturnamente denunciados pela imprensa – bendita liberdade de imprensa – onde a regra é dilapidar o erário público sem nenhum pudor, a ineficiência, a improbidade administrativa e o enriquecimento ilícito. E, pior, tudo isso abençoado por outra causa eficiente da continuidade delitiva que é a impunidade.

Cargos de Ministros da União, Secretários de Estado e dos Municípios não são providos por títulos e notável capacitação técnica, experiência, currículos comprovados através de relevantes serviços prestados ao longo do tempo e honestidade impecável. Hoje são moeda de troca e/ou de retribuição de apoios pretéritos, presentes e futuros durante o período eleitoral e/ou de sustentação dos esquemas de poder e enriquecimento pessoal, grupal (partidário) durante a duração do mandato.

CASCAVEL TEM MUITO A APRENDER COM TOLEDO

Cascavel tem muito a aprender com Toledo em vários sentidos a começar pela visão comunitária do povo toledano. Depois, pela qualidade das lideranças políticas e administrativas daquela cidade que sabem cuidar dos aspectos materiais e humanos que compõe a realidade local.

Toledo é hoje uma cidade urbanisticamente clean, rica em equipamentos urbanos de dar inveja, tudo voltado para garantir a felicidade dos seus habitantes. Obras úteis, necessárias e esteticamente bem realizadas. São muitas as obras, mas vamos destacar três que chamam especial atenção: 1. O Teatro Municipal, há muito tempo inaugurado e entregue à sua população. Grande, bonito, bem equipado. 2. A Casa da Cultura e sua praça, um exemplo de apreço aos valores culturais fundamentais voltados para a disseminação dos valores humanos, do espírito, do conhecimento e das belas artes. 3. Um belíssima obra de cunho social, representada pelos vários restaurantes populares, que hoje mantem um poderoso sistema de segurança alimentar em favor dos mais pobres, dos trabalhadores e da alimentação escolar, com uma cozinha central que supre um volume exemplar de refeições diárias, digno de registro e elogios. Projeto há muito implantado e ampliado que é modelo no Paraná e no Brasil.

Porque elogiar uma cidade vizinha, por longo tempo apontada como uma “cidade rival” de Cascavel? Porque é preciso mostrar a diferença de mentalidade e de visão político-administrativa que faz dela um modelo a ser copiado e todos os sentidos.

Cascavel não tem em quantidade e qualidade nada comparável nesses três aspectos acima apontados: 1. Nosso teatro vem se arrastando a anos e ainda falta muito para que possa ser entregue à comunidade. Se o nosso prefeito tivesse o mesmo apreço pela cultura que o que ele tem pelo cartismo e pelo automobilismo, a obra teria sido inaugurada antes que terminasse o seu último mandato. 2. O nosso Centro Cultural Gilberto Mayer, é uma vergonha como espaço e pelo sucateamento negligenciado, ano após ano. Porque esse abandono? Porque a Secretaria da Cultura nunca foi olhada com a importância que ela merece. Homens incultos não tem a noção do valor da cultura. O cargo de secretário (a) sempre foi preenchido por pessoas despreparadas para a função. E os cargos comissionados como moeda retributiva amigos e/ou parentes de amigos cabos eleitorais ou correlegionários financiadores de campanha. Tanto é verdade isso, que o a escolha do titular da pasta foi postergado, como se fosse de total (des) importância. 3. O único restaurante popular da cidade, foi objeto de adiamento durante todo o mandato do anterior/atual prefeito, por razões bastante duvidosas, segundo os críticos do governo, por erros propositais de projeto, má condução do assunto e desinteresse com o pretenso intuito de favorecer a rede privada de estabelecimentos comerciais do setor (bares, restaurantes e lanchonetes dos vários supermercados). Essa teria sido a razão de tanto atraso. Inaugurado, verifica-se da importância de tal benefício à população cascavelense.

Por essas e outras razões, que são muitíssimas, não há como não invejar o modelo toledano de administração e a qualidade dos vereadores e especialmente dos gestores da vizinha cidade de Toledo.

Não dá para silenciar. É preciso dizer. Quem sabe sob o fogo cerrado das denúncias, eles, os políticos locais e seus áulicos resolvem calçar as sandálias da humildade e, senão renunciar,  agir com um mínimo de dignidade e cidadania.

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ANTONIO DE JESUS – procurador de justiça aposentado, advogado e cidadão cascavelense.

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