POETAS PARANAENSES

MÁRIO STASIAK

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MÁRIO STASIAK:

DO AMIGO UM POUCO, DO POETA, MUITA SAUDADE
Da amizade à poesia, uma longa caminhada e um providencial  (re) encontro.

O Paraná foi pródigo de poetas “polacos” de origem e, pelo menos, três deles prodígios poéticos: Paulo Leminski, amigo e mestre, o poeta-mór; Mário Lemanski, jornalista, amigo e poeta da melhor cepa e, Mário Stasiak, amigo, advogado, magistrado e magistral poeta. Os dois primeiros, de saudosa e pranteada memória e o terceiro, graças à Deus, sobrevivente, na sua obra, no seu talento e fisicamente, recolhido num recanto muito particular da nossa cantada e decantada Curitiba. Firme e forte, pleno de vida.  Poeta de muitas e antigas  musas, hoje verseja a musa Ivaneth, que no seu dizer, inspira

P   O   E   M   A  S
QUE SÓ O AMOR
D E
 I   V  A  N  E  T   H

PÔDE  INSPIRAR

               [Dádiva de Natal, Mário Stasiak, Dez./99  – Jan./20000]

Depois das muitas musas irriquietas, baladeiras, circunspectas, regateiras, as de botequins, inclusive, hoje vive dias tranquilos entre livros, bolachões de vinil, cds, dvds, originais à espera da luz e filmes, às dezenas, centenas, milhares e um cinema todo seu ( e dos seus) onde revê o melhor de todos os cinemas, do russo, ao francês, inglês, ao italiano, americano e quase tudo que foi feito pelos cineastas brasileiros.

Foi nesse cenário – privilégio de amigo – que (re) encontrei Mário, não o que esperava, um senhorzinho, magérimo, cabelos esbranquiçados, mas o já referido Mário, ereto, pleno de vida ostentando um largo sorriso, olhos irriquietos e uma visível alma de um poeta apaixonado, que num prólogo poético sentenciava:

noite   de   natal

noite   de   natal
nada mais peço
ou  de  precioso
sequer   preciso

pois   já   ganhei
a    estrêla-guia
nesse diamante
dos  teus  olhos

além da pérola
maga e erradia
que   baila  rara
no   teu  sorriso

UM MÚLTIPLO (RE) ENCONTRO DE  AMIGOS IRMÃOS AFETIVOS

Com saudade de dois amigos, separados no tempo e no espaço, recorri a São Google e São Faceboock, mais santos do que São Longuinho, achador das coisas perdidas… Encontrei primeiro Reinaldo Camargo, há pouco tempo, sem endereço, sem fone ou celular. Foi mais difícil achar o fio da meada para o outro, Mário Stasiak, averso às coisas da internet, mais protegido das buscas inesperadas. Mas, não totalmente protegido: achei primeiro alguns livros ofertados num sebo virtual e por fim… bingo! O caminho das pedras e a ermida onde ele se escondia…

Um telefone, um contato imediato de segundo grau, identifiquei-me e a tão esperada confirmação vinda de uma alma protetora:

— Sim é da casa dele. Ele está bem aqui, do meu lado…Fala com ele!
Do outro lado da linha a mesma voz, o mesmo amigo, o mesmo entusiasmo dos antigos encontros:
— Antoninho!!!!
O trio estava refeito. E não demorou a pergunta:
— Tem notícias do Reinaldo? Padrinho da minha filha…
Eu tinha. Notícia fresca, telefone novo, endereço…

Daí para frente, ao triplo (re)encontro foi um passo. Primeiro os dois que estavam bem próximos na metrópole Curitiba. Domingo passado, dia 23 de fevereiro, 2014. Um dia inteiro de intensa alegria, conversa para mais de metro, celebração à mesa, no círculo ampliado, mais Ivaneth e Maria Lúcia, as musas dos manos poetas…

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O Poeta, seu refúgio, sua amada musa Ivaneth…

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Essa foto dispensa legenda… Três amigos, três irmãos e suas lendas…

SOBRE O ENCONTRO, O ÁLBUM COMPLETO ESTÁ NO FACE

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Uma ideia sobre “POETAS PARANAENSES

  1. MÁRIO TIROU ALGUNS DOS SEUS LIVROS INÉDITOS DA GAVETA DURANTE A TERTÚLIA DO NOSSO REENCONTRO…

    … Já alertei-o de que atuo na especialidade de impetrar habeas corpus em favor de livros prisioneiros da gaveta… Magistrado, concedeu a ordem em favor de um livro seu: Dádiva de Natal, onde homenageia a sua musa/esposa Ivaneth.

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